P Á S C O A
A
Páscoa (do
hebraicoPessach, significando passagem) é um evento religioso cristão,
normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a
maior e a mais importante festa da cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram
a Ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a morte) depois
da sua morte por crucificação que teria ocorrido nesta altura do ano em 30 ou
33 d.C.
Os eventos da
Páscoa
teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação
e fuga de seu povo escravizado no Egito.
A palavra Páscoa advém,
exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está
intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem” (da
escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição
da Páscoa no calendário.
A última ceia partilhada por
Jesus e pelos discípulos é considerada, geralmente, uma “ordem do pesach”
– a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos atermos à
cronologia proposta pelos Evangelhos Sinópticos. O Evangelho de João propõe
uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos
cordeiros do Pesach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta
festividade.
O hábito de dar ovos de verdade
vem da tradição pagã. O hábito de trocar ovos de chocolate surgiu na França.
Antes disso, eram usados ovos de galinha para celebrar a data.
Eles celebravam a deusa da
primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e
observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor
de seus pés.
Os cristãos se apropriaram da
imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição
de Jesus - o Concílio de Nicéia, realizado em 325, estabeleceu o culto à
data. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com
imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe.
A data da Páscoa foi fixada no
primeiro concílio de Nicéia, no ano de 325.
Assim, a Páscoa cristã é
comemorada (segundo o costume da Idade Média da Europa) (no primeiro domingo após
a primeira Lua cheia da Primavera): a data ocorre entre os dias 22 de março e
25 de abril.
Segundo a Bíblia (Livro do Êxodo),
Deus lançou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo cap 12), disse
Deus que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem
do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para
isso, o povo de Israel deveria imolar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro
imolado sobre as portas de suas casas, e Deus passaria por elas sem ferir seus
primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do
Faráo aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio,
que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início
ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.
A Bíblia judaica institui a
celebração da Páscoa em Êxodo 12, 14: Conservareis a memória daquele
dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em
geração, pois é uma instituição perpétua.
A Páscoa e o Pessach são
eventos diferentes que não devem ser confundidos. Assumir o nome de Páscoa
teria sido feito intencionalmente para comparar o grande evento da religião
judaica com outro grande evento da religião cristã.
A morte de Cristo acredita –
se que aconteceu em 14 de Nissan, dia do início de Pessach. A última ceia de
Cristo teria sido um Seder (ordem) de Pessach.
Segundo o Novo Testamento,
Cristo é o sacrifício da Páscoa. Isso pode ser visto como uma profecia de João
Batista, no Evangelho de São João: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira
o pecado do mundo" (João, 1:29) e uma constatação do Apóstolo Paulo
"Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães
ázmos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado”.(1Co 5:7).
Jesus Cristo, desse modo, é o
Cordeiro de Deus que foi imolado para salvação e libertação de todos do
pecado. Para isso Deus teria designado sua morte no dia da Páscoa judaica para
criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a
nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado.
Jesus ressuscitou num Domingo, surgiu a prática de algumas igrejas se reunirem aos domingos (literalmente, Dia do Senhor), e não aos sábados, como fazem os judeus (sabbath).
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