Capítulo 5 - Satanismo
 

 

O satanismo é um movimento religioso e filosófico centrado em torno de Satã ou outra entidade identificada com Satã, ou centrado nas forças da natureza, em particular da natureza humana, representada por Satã como um arquétipo, com uso da feitiçaria com intenções malignas.

O satanismo foca a sua atenção no avanço espiritual e/ou hedonista do indivíduo em vez de a focar na submissão a uma divindade ou a um conjunto de códigos morais.

Existem vários tipos de satanistas na sociedade contemporânea.

O termo "Satã" originou-se do Judaísmo e se expandiu entre cristãos e seguidores do Islamismo, chegando desse modo a disseminar-se entre diferentes culturas.

Em hebraico o termo quer dizer "Adversário".

Porém o termo Satã/Satanismo, quer dizer opositor, se opondo, ir contra.

O Satanismo é contra o modo de ser do Cristianismo, e qualquer forma de Adoração a Deus ou a Jesus Cristo.

Os movimentos satanistas distinguem-se pelo objeto de culto.

Em alguns casos, há efetivamente o culto a uma entidade espiritual, que pode ser denominada por Satã ou receber outro nome. 

Outro aspecto é se o movimento utiliza-se em rituais - com caráter religioso próprio - ou se está fundamentado numa atitude filosófica e prática.

O predomínio de um ou outro aspecto caracteriza diferentes movimentos satanistas.

Os satanistas quando atraem um iniciante para a seita, não prega o Mal, pois as trevas tem que se parecer luz, para confundir os que não conhecem a verdade, com o decorrer do tempo são ensinados que alguns rituais e sacrifícios são necessários para alcançar o poder espiritual, estes sacrifícios muitas vezes são oferendas que custam a vida de quem oferece, e de quem é oferecido a Satã. 

Baseiam-se no fato de que a palavra satã não tem relações com o demônio ou relacionados.

Representam a oposição aos dogmas cristãos estabelecidos.

Usam muitas fachadas para esconder seus verdadeiros propósitos (o ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir - João 10:10).

Esta seita é altamente perigosa, os que se envolvem com ela são atacados por legiões demoníacas de alto escalão.

Existe várias ramificações no satanismo, ainda que os adeptos neguem, várias seitas satânicas fazem seus rituais oferecendo animais como sacrifício a Satã, e também sacrificam pessoas.

 

 

SATANISTAS

Hoje, grande parte das pessoas que pertencem ao movimento satanista declaram-se neopagãos.

Na cosmovisão dos neopagãos, os cristãos distorcem o desenvolvimento da humanidade ao enfatizar o domínio do intelecto sobre outros aspectos da psique humana.

Os neopagãos afirmam que os seres humanos devem viver em harmonia com a natureza e não subordinar vontade e emoções a Deus.

Para os neopagãos, a religião é uma atividade prática realizada mediante rituais e cerimônias para alinhar os participantes com a ordem cósmica e assim liberar o poder místico que existe dentro deles.

As raízes do movimento neopagãos estão no romantismo do século 19 e no desejo de exaltar as emoções e sentimentos acima do intelecto.

O poeta William Blake e o escritor Alphonse Louis Constant [1810-1875], também conhecido por Eliphas Levi, são considerados pelos neopagãos como expoentes modernos do movimento.

Mas não param aí. Também incluem a fundação da Ordem da Aurora Dourada (Golden Dawn), em 1888, na Inglaterra, o poeta W. B. Yeats e o mago negro Aleister Crowley.

Esta lista foi crescendo e incluiu Margaret Murray, que disse ter descoberto evidências de uma religião de bruxaria na Inglaterra anterior à Reforma protestante, e Gerald Gardiner, dono de um museu da bruxaria na ilha de Man.

A maioria dos grupos de feitiçaria ritual acham suas origens nessas fontes e na crença comum de que são herdeiros de tradições religiosas milenares.

 

 

 

Halloween, uma festa satânica

 

A festa de Halloween, que passou inicialmente das ilhas britânicas para os Estados Unidos, atualmente já é popular em muitos países do mundo. Mas HALLOWEEN NÃO É BRINCADEIRA!

Mas o que está por trás dessa comemoração, dos fantasmas, das bruxas, dos esqueletos e das lanternas de abóboras?

A festa de Halooween começou com os celtas, que habitavam no norte da França e as ilhas britânicas.

Seus sacerdotes eram os druidas. Eles praticavam a feitiçaria e adoravam a natureza, atribuindo-lhe forças sobrenaturais. Certas árvores ou plantas, como o carvalho ou o visco, tinham significado religioso. Eles veneravam mais de 400 diferentes deuses. O “Deus dos Mortos” (Samhain) era homenageado no dia 31 de outubro. Esse dia era o último do ano,pois o ano novo e o inverno celtas começavam em 1 de novembro.

Samhain era o principal deus dos druidas, e no dia 31 de outubro eram realizados sacrifícios humanos. Acreditava-se que depois da morte as almas dos falecidos ficavam inicialmente em uma zona intermediária desconfortável, conforme a permissão do “Deus dos Mortos”, nessa noite elas podiam voltar às suas moradas terrenas. Ali se transformavam em animais ou em outras pessoas.

Segundo a concepção celta, o tempo de permanência de uma alma no estágio intermediário podia ser reduzido de duas maneiras:

(I) a alma procurava por um novo corpo possuindo um ser vivo, ou

(II) chegava ao céu um pouco antes através da intercessão de uma pessoa viva.

Por isso, no feriado da passagem do outono para o inverno, algumas pessoas iam de casa em casa e, mediante pagamento prometiam rezar pelos mortos. Quem os presenteasse com abundância de mantimentos podia ter a esperança de que seus parentes já falecidos iriam para o céu um pouco mais cedo,graças às  rezas.

O medo de ser possuído por uma alma errante era combatido com feitiços de defesa. Havia, por exemplo, o costume de usar fantasias para tornar-se menos atraentes para a alma dos mortos.                        

Tochas em formatos de carranca eram entalhadas em nabos para afastar o perigo e dançava-se ao redor de grandes fogueiras para afugentar os maus espíritos. Almas de pessoas mortas “boas”, liberadas pelo “Senhor dos Mortos”, recebiam as boas vindas com oferendas de comida.

A festa de Halloween celebrada nos dias de hoje baseia-se em grande parte dos usos e costumes dos druidas em sua festa de 31 de outubro, considerada a data máxima por todos os feiticeiros.

Halooween tornou-se popular nos Estados Unidos por volta de 1840,introduzida por imigrantes irlandeses.

No lugar de nabos, eles começaram a usar enormes abóboras do Novo Mundo para entalhar carrancas e confeccionar suas lanternas.

Uma vela acesa em seu interior tornava-as ainda mais arrepiantes.

Usar fantasias também faz parte do Halloween.

              

Figuras clássicas são os fantasmas e, principalmente as bruxas voando pelos ares em suas vassouras,acompanhadas de seus gatos pretos.

Em termos comerciais, Halloween é uma oportunidade de excelentes vendas nos Estados Unidos. Depois do Natal, essa festa é o evento mais lucrativo do ano, movimentando em torno de 2,4 bilhões de dólares. Nessa ocasião cinqüenta por cento dos americanos decoram suas casas e pelo menos um terço da população compra uma fantasia.

 

Esses costumes já estão se espalhando por outros continentes.

Não devemos deixar de considerar os seguintes fatos sobre o Halloween

 ·       Halloween transformou-se na mais importante celebração para a bruxaria e outras formas de ocultismo.

·       Esse dia é considerado o único do ano em que é possível pedir ajuda ao diabo, para muitos o “Senhor da Morte”. Por isso,esse dia tem um significado todo especial para os satanistas.

·       Nesse dia foram e continuam sendo realizados sacrifícios humanos pelos satanistas.

·       Participar das festas de Halloween  pode levar a um envolvimento com o ocultismo ou induzir à abertura para coisas ocultas.

·       Na história, esse dia sempre foi considerado propício para todas as formas de adivinhação e invocação dos mortos.

·       Celebrar Halloween significa apoiar práticas pagãs e filosofias como a reencarnação, o animismo, o xamanismo e as doutrinas dos druidas.

·       Ocultistas usam esse dia para arrebanhar novos adeptos.

·       Todos os usos e costumes relacionados ao Halloween têm suas raízes no paganismo e no ocultismo.

·       É estranho que essa data, que antecede os feriados católicos de “Todos os Santos” e “Finados”, lembra a doutrina antibíblica da permanência dos mortos no purgatório e as missas pelos mortos.

 

Assim vemos como é tênue a linha que separa práticas puramente pagãs de muitos usos de igrejas que se dizem cristãs.

A Bíblia prediz com clareza que práticas desse tipo iriam aumentar e se expandir mundialmente nos tempos finais.

“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (I Timóteo 4.1).” (... nem ainda se arrependerem dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos” (Apocalipse 9-21)).

Jesus realizou salvação completa. Ele perdoa todos os pecados e nos liberta de todas as amarras malignas, pois tomou o poder daquele “que tem o poder da morte... o diabo”. Quem se achega a Jesus não precisa mais procurar ajuda no ocultismo, na adivinhação ou nos astros.

Em Jesus encontramos a própria vida.

Em Sua palavra achamos orientação.

 

E a Bíblia, o que diz disso?

Tecnicamente, o feiticeiro seria uma pessoa possuidora de conhecimentos sobrenaturais, sob a forma de bruxaria ou magia.

Serve-se de poções, cuja eficácia depende de palavras mágicas, proferidas segundo determinados rituais, já que acredita estar investido de forças sobrenaturais, adquiridas por meio da comunicação com os espíritos dos mortos [Is 8.19].

Já a palavra mago, empregada na Bíblia, é tradução grega [magoi] do hebraico hartom, e refere-se à pessoa que pertence a classe dos escribas sagrados, peritos na escrita e possuidor de vastos conhecimentos [Dn 1.20], inclusive ocultos.

No Egito, dois magos chamados Janes e Jambres [2 Tm 3.8] se opuseram a Moisés. Os feiticeiros e magos existiram também na Babilônia, Síria e outros países pagãos. 

A Bíblia considera as práticas de idolatria, feitiçaria e magia atividades relacionadas às forças satânicas.

Veja [Deuteronômio 18.10-14] e [1Samuel 15.23].

E a atividade satânica no Antigo Testamento é apresentada como uma força oposta a Deus e aos Seus seres intermediários pessoais, os malakim [anjos]. No Novo Testamento, juntamente com a expressão grega daimon [demônio], a presença de demônios é descrita como sinônimo de espírito imundo [akatharton - Mc 1.24-27; 5.2-3; 7.26; 9.25; At 5.16; 8.7; Ap 16.13] e também espíritos malignos [ponera - At 19.12-16].

A maioria das referências descrevem a atividade desses espíritos ou demônios, em especial a possessão.

Na Bíblia nunca se faz menção do feiticeiro a não ser em conexão com os demônios familiares, porque pertencem a mesma classe dos que invocam os espíritos dos mortos.

Os cananeus consultavam feiticeiros [Dt 18.9-12], assim como os egípcios [Is 19.3], mas ao hebreu fazer tal coisa era uma desonra, significando pecado de apostasia [Lv 19.31; 20.6; Is 8.19].

O pecado de feitiçaria era punido com a morte [Lv 20.27].

Saul e depois dele o rei Josias deram execução a esta lei [1Sm 28.3, 9; 2Rs 23.24].

Porém Manassés a violou vergonhosamente [2Rs 21.6].

Simão, o mago, e Barjesus [Elimas] foram dois célebres magos na história apostólica [At 8.9, 11; 13.6,8].

 

Cristo é o Libertador!

Devemos levar em conta que muita coisa que era considerada possessão demoníaca no primeiro século, hoje é entendida corretamente como enfermidade psicológica.

Mas, o aumento das atividades ligadas à prática da idolatria, feitiçaria e ocultismo, assim como a aceitação da existência e adoração de Satanás [o adversário], devem fazer com que fiquemos alerta quanto aos perigos do Satanismo.

Nós, evangélicos pregamos que a libertação do sujeição aos demônios envolve a confissão de fé do indivíduo em Cristo como Senhor e Salvador, a confissão e o arrependimento por seu envolvimento com a prática da idolatria, feitiçaria e ocultismo e o recebimento da libertação que se pode achar em Cristo.

É importante entender que "a ênfase dada à libertação da possessão através do poder operante de Jesus Cristo deve ser coerente com os ensinamentos do Novo Testamento e não refletir, de modo algum, os abusos e superstições associados com a Idade Média" [S. E. McClelland, Demônio e possessão demoníaca, in Walter A Elwell, Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã, SP, EVN, 1993, pp.405-408].

 

"Tornou, pois Jesus a dizer-lhes:

Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.

Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.

Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.

O ladrão [o diabo] não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas e foge; e o lobo as arrebata e dispersa.

Ora o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas.

Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido."

[João 10.7-14].

 


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