11) AVIVAMENTO

AVIVAMENTO = Derivado e Substantivo do verbo AVIVAR.

AVIVAR = Tornar mais vivo – Animar – Tornar mais nítido – Mais visível – Realçar – Mais ativo – Mais intenso – Atiçar o fogo – Guarnecer de vivos – Cobrar de ânimo – Vigor – Reanimar-se – Mais forte – Aumentar – Crescer – Tornar-se mais vivo – Trazer a vida o que está morto. (Dic. Bíblico).

Avivamento é, simplesmente, aquele momento quando Deus se manifesta diretamente no meio dos homens; quando Ele 'rasga os Céus e desce' (Isaías 64:1).

Wesley Duewel, no seu livro "O Fogo de Reavivamento" descreve o avivamento assim: “A presença e o poder de Deus operam de forma tão poderosa e intensa durante o reavivamento, que Ele realiza mais em horas ou dias do que em anos de ministério fiel onde não há reavivamento... Durante o reavivamento, as pessoas se movem em direção a Cristo, pessoas que não podem ser movidas de qualquer outra forma. Muitas orações que não foram respondidas durante anos são gloriosamente respondidas. A atmosfera frequentemente fica cheia do poder majestoso de Deus. Os cristãos reconhecem isso com a presença santa de Deus. Os pecadores têm uma percepção reverente da presença de Deus e de sua própria pecaminosidade”.

Deus pode revelar a Sua presença de maneiras inesperadas. Ocorrências surpreendentes podem acompanhar Sua obra profunda na alma. Pode haver uma tal sensação da presença e do poder divino que alguns indivíduos tremem. Outros podem chorar diante de Deus; alguns caem ao chão por se sentirem fisicamente enfraquecidos. Outros podem sentir-se quase irresistivelmente atraídos a comparecer aos cultos de reavivamento ou a reunirem-se antes de algum culto ser anunciado.

O resultado do verdadeiro avivamento sempre tem um impacto na sociedade.

Historiadores como William Lecky disseram que o avivamento liderado pelo John Wesley no século dezoito ajudou a Inglaterra evitar uma revolução sangrenta como aquela que assolou a França.

 Muitos avivamentos, como aqueles no país de Gales em 1905, Zaire em 1976 e Pensacola - Florida (EUA) em 1995, causaram uma diminuição perceptível nos índices de criminalidade nas suas comunidades.

Outros avivamentos, como o Exército da Salvação liderado pelo William Booth no século 19, contribuíram com avanços sociais como a abolição do trabalho infantil e a prostituição infantil da Inglaterra, e inspiraram outros pioneiros como o Dr Thomas Barnado que trabalhou com as crianças de rua de Londres, resolvendo completamente o problema durante a sua vida.

 

Um avivamento é, acima de tudo, uma invasão Divina nos afazeres do homem.

 

É comum o avivamento ser acompanhado por sinais sobrenaturais na terra e nos céus.

Avivalistas como Charles Finney, George Whitfield e John Wesley tiveram pessoas caindo e tremendo no poder do Espírito Santo.

 

No avivamento da Rua Azusa era comum ouvir anjos cantando junto com o povo. No avivamento atual em Moçambique, e em outros ministérios como o David Hogan no México e o Reinhard Bonke na África, mortos têm sido ressuscitados. Às vezes até sinais maravilhosos no céu tem acompanhado verdadeiros avivamentos.

O verdadeiro avivamento sempre vem acompanhado com alguma coisa que escandaliza a natureza humana e os preconceitos do dia, e perseguições religiosas principalmente dos que se dizem “irmãos na fé”.

Os pregadores John Wesley foram desprezados por serem 'leigos'.

Os evangelistas Dwight L. Moody e Smith Wigglesworth foram atacados por terem uma formação escolar precária.

O avivamento da Rua Azusa foi criticado por causa da integração racial que o acompanhava, e por suas poderosas manifestações sobrenaturais, incluindo o dom de línguas e o caír no Espírito.

O mover atual de Toronto, Brownsville e além, tem sido criticado por causa de algumas manifestações, incluindo o riso no Espírito Santo.

Avivamentos genuínos são produzidos pelo Espírito Santo. Porém temos que tomar cuidado para deixar o avivamento ser dirigido pelo Espírito Santo, tirar toda carnalidade e orgulho, deixando Deus usar quem Ele deseja, e “que o Senhor cresça, e eu diminua”.

Hoje Deus está levantando muitas vozes nesta nação!

Mais uma vez, nesta geração, Deus está derramando um grande avivamento ao redor da terra.

 

Um pouco de História (Resumido)

História da Igreja e Moveres do Espírito Santo

Muitos foram os avivamentos na história da Igreja. A Igreja de Cristo começou a se esfriar em torno do ano 300 D. C., e no ano 360 já estava se desviando da vontade de Deus.

Porém sempre existiu servos cheios do Espírito Santo, a Igreja de Cristo nunca deixou de existir, não importa o nome, denominação, placa ou religião.

Falaremos de alguns servos de Deus, e moveres do Espírito Santo no decorrer da história da Igreja.

No Evangelho de Mateus 10: 1-4 Jesus chama seus discípulos e lhes dá autoridade contra o mal. Em Atos 1: 15-26 é formado o grupo dos Apóstolos da Igreja Primitiva e no capítulo 2 podemos dizer que a Igreja é fundada pelo Espírito Santo de Deus.

 

Historicamente a Igreja Apostólica começa por volta do ano 30 d. C. com a ascensão de Cristo (houve erro cronológico do nascimento de Cristo) e termina com a morte de João no ano 100 d. C.

Neste período houve muitos mártires, o batismo de sofrimento é provado pelos discípulos do Mestre (Mt 20: 22 e 23), Estevão é martirizado, Tiago irmão de Jesus também, e segue com Pedro morto crucificado de cabeça para baixo no ano 67, Paulo no ano 68 e João no ano 100 d. C.

A 1ª grande perseguição da Igreja foi no ano 68 por Nero e a 2ª perseguição aos cristãos foi entre os anos 90 a 95 pelo imperador Dominiciano.

 

A Igreja Perseguida continua tendo vítimas e mártires, porém o Poder do Espírito Santo é tamanho, e quanto mais forte a perseguição mais forte é a fé dos seguidores do Nazareno (Jesus de Nazaré).

Simão irmão de Jesus é crucificado em 107, Inácio lançado as feras na arena em 108 ou 110, Policarpo é queimado vivo em 155, Leônidas decaptado e Felícita despedaçada (Hb 11: 35-38).

Em 303 a 310 no governo de Diodeciano as Bíblias foram queimadas e os que não negassem o Cristianismo seriam queimados também.

Em 313 Constantino expediu o memorial Edito de Tolerância.

O Cristianismo tinha sido oficializado, este era o fim da Igreja Perseguida.

 

A Igreja Imperial se inicia, e também a apostasia da fé. Lugares pagãos são dedicados a cultos cristãos. A Igreja se tornava mundana, procurava por prestígio e poder político.

Em 405 começa imagens de santos e mártires, a adoração da virgem Maria no lugar de Vênus e Diana. A Ceia do Senhor se torna um sacrifício.

Porém o Espírito Santo está na Terra, e homens e mulheres cheias do Espírito se levantam para continuar a obra de Cristo.

Verdadeiros cristãos como Mônica, mãe de Agostinho (Santo Agostinho maior teólogo e intelecto da Igreja depois de Paulo), Jerônimo (traduziu a Bíblia para o Latim “Vulgata Latina), também João Crisóstomo e Atanásio (afirmava a unidade do Filho com o Pai e a doutrina da Trindade).

 

Após a queda de Roma em 476 d. C. inicia-se a Igreja Medieval, tempos difíceis, aparece o Islamismo (plano de Satanás), com Maomé profeta e reformador em 610, que se torna inimigo do Cristianismo. Aparece as Cruzadas para libertar a Terra Santa do domínio maometano (tomavam as cidades através da espada e a fé islâmica era imposta ao povo).

Porém acontece moveres do Espírito Santo que são lembrados até o tempo de hoje. No ano de 529 São Bento forma a ordem dos Beneditinos, em 1.112 Bernardo de Claivarux inaugura os Cistercienses (pregavam o Evangelho) e em 1.215 é fundado a ordem dos Dominicanos por São Domingos, em todos estes segmentos havia sinais de salvação em Cristo e milagres do Espírito Santo.

O maior avivamento desta época foi com os Franciscanos, Francisco de Assis, Clara de Assis e Antônio de Pádua (Santo Antônio) de 1.209 a 1.235,  realizando sinais, prodígios e maravilhas em nome de Jesus (Mc 16: 17 e 18).

A reforma protestante começa a dar sinais com Tomás de Aquino (1.274), João Wyclif (1.380), Jhon Huss (1.445) e Jerônimo Savonarola (1.498).

Em 1.453 termina o período Medieval com a queda de Constantinopla.

 

Em 31 de outubro de 1.517, Martinho Lutero afixou na porta da Catedral de Wittemberg, um pergaminho que continha 95 teses relacionadas com a venda de indulgências, e atacava a autoridade do Papa e dos sacerdotes. É o início de uma grande reforma. Lutero é excomungado pelo Papa Leão X em junho de 1.520. Aparece João Calvino (1.509 - 3ª maior teólogo da história).

Segundo cálculo de historiadores morreram 20 a 70 mil pessoas devido a perseguição contra a Reforma Protestante.

 

A Igreja Moderna

 No período moderno a Igreja Católica Romana continuou em seu próprio caminho, inteiramente separada do mundo protestante.

Na Inglaterra predomina a Igreja Anglicana, satisfeita com as reformas moderadas nos reinados de Henrique VIII e rainha Elisabete.

Em 1.654 do movimento chamado “puritanos” surgiram 3 Igrejas:

- 1) Presbiteriana – 2) Congregacional – 3) Batista.

 

Em 1.739 a Inglaterra é despertada por um dos maiores avivamentos da história do cristianismo com Jhon Wesley (grande pregador e fundador da Igreja Metodista 1.766), Carlos Wesley e Jorge White Field.

Em um Concílio na cidade de Chicago, ensinam a necessidade do novo nascimento e a santificação pessoal e o batismo com o Espírito Santo, em 1.890 um ministro evangélico Daniel Awrey recebe o Batismo do Espírito Santo nos Estados Unidos, é oficializada a Igreja Assembleia de Deus.

Em 1.911 é fundada a Igreja Assembleia de Deus na cidade de Belém (Pará), pelo Missionário Daniel Berg e Gunnar vingren (ex pastor da Igreja Batista).

 

Várias Igrejas

·       Luteranos (1.517)

·       Anglicanos (1.534)

·       Presbiterianos (1.554)

·       Metodistas (1.739)

·       Congregação Cristã (Brasil - 1.910)

·       Assembleia de Deus (1.911)

·       Evangelho Quadrangular (1.950)

·       Brasil para Cristo (1.955)

·       Deus é Amor (1.962)

·       Casa da Benção (1.964)

·       Universal do Reino de Deus (1.977)

·       Renascer em Cristo (1.986).

 

Avivamentos Modernos 

Muitas igrejas têm orado para um Avivamento, e o Avivamento  veio. A pergunta agora é, será que o elas aceitarão? Deus respondeu de uma forma que elas não procuraram. Ele veio de uma forma humilde e diferente, como no passado, nascido em uma manjedoura. (The Apostolic Faith).

 

Avivamento da Rua Azusa 312

Los Angeles / EUA – 1.906

O avivamento da Rua Azusa, na cidade de Los Angeles - EUA, tem marcado profundamente o Cristianismo dos últimos cem anos. Hoje, dos 660 milhões de cristãos protestantes e evangélicos no mundo, 600 milhões pertençam a igrejas que foram diretamente influenciadas pelo avivamento da Rua Azusa (Pentecostais, Carismáticos).

O início do avivamento começou com o ministério do Charles Fox Parham. Em 1898 Parham abriu um ministério, incluindo uma escola Bíblica, na cidade de Topeka, Kansas.

Depois de estudar o livro de Atos, os alunos da escola começaram buscar o batismo no Espírito Santo, e, no dia 1° de janeiro de 1901, uma aluna, Agnes Ozman, recebeu o batismo, com a manifestação do dom de falar em línguas estranhas. Nos dias seguintes, outros alunos, e o próprio Parham, também receberam a experiência e falaram em línguas.

Nesta época, as igrejas Holiness ("Santidade"), descendentes da Igreja Metodista, ensinaram que o batismo no Espírito Santo, a chamada "segunda benção", significava uma santificação, e não uma experiência de capacitação de poder sobrenatural.

Os dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas, não fizeram parte da sua teologia do batismo no Espírito.

A mensagem do Parham, porém, foi que o batismo no Espírito Santo deve ser acompanhado com o sinal miraculoso de falar em línguas.

Parham, com seu pequeno grupo de alunos e obreiros, começou pregar sobre o batismo no Espírito Santo, e também iniciou um jornal chamado "The Apostolic Faith" (A Fé Apostólica). Em Janeiro de 1906 ele abriu uma outra escola Bíblica na cidade de Houstan, Texas.

Um dos alunos esta escola foi o William Seymour. Nascido em 1870, filho de ex-escravos, Seymour estava pastoreando uma pequena igreja Holiness na cidade, e já estava orando cinco horas por dia para poder receber a plentitude do Espírito Santo na sua vida.

Seymour enfrentou as leis de segregação racial da época para poder frequentar a escola. Ele não foi autorizado ficar na sala de aula com os alunos brancos, sendo obrigado a assistir as aulas do corredor. Seymour também não pude orar nem receber oração com os outros alunos, e consequentamente, não recebeu o batismo no Espírito Santo na escola, mesmo concordando com a mensagem.

Uma pequena congregação Holiness da cidade de Los Angeles ouviu sobre Seymour e o chamou para ministrar na sua igreja. Mas quando ele chegou e pregou sobre o batismo no Espírito Santo e o dom de línguas, Seymour logo foi excluído daquela congregação.

Sozinho na cidade de Los Angeles, sem sustento financeiro nem a passagem para poder voltar para Houston, Seymour foi hospedado por Edward Lee, um membro daquela igreja, e mais tarde, por Richard Asbery.

Seymour ficou em oração, aumentando seu tempo diário de oração para sete horas por dia, pedindo que Deus o desse "aquilo que Parham pregou, o verdadeiro Espírito Santo e fogo, com línguas e o amor e o poder de Deus, como os apóstolos tiveram."

Uma reunião de oração começou na casa da família Asbery, na Rua Bonnie Brae, número 214. O grupo levantou uma oferta para poder trazer Lucy Farrow, amiga de Seymour que já tinha recebido o batismo no Espírito Santo, da cidade de Houston.

Quando ela chegou, Farrow orou para Edward Lee, que caiu no chão e começou falar em línguas estranhas (transferência de Unção).

Naquela mesma noite, 9 de abril de 1906, o poder do Espírito Santo caiu na reunião de oração na Rua Bonnie Brae, e a maioria das pessoas presentes começaram falar em línguas.

Jennie Moore, que mais tarde se casou com William Seymour, começou cantar e tocar o piano, apesar de nunca tiver aprendido a tocar.

A partir dessa noite, a casa na Rua Bonnie ficou lotado com pessoas buscando o batismo no Espírito Santo. Dentro de poucos dias, o próprio Seymour também recebeu o batismo e o dom de línguas.

Uma testemunha das reuniões na Rua Bonnie Brae disse:

Eles gritaram durante três dias e três noites. Era Páscoa. As pessoas vieram de todosos lugares.

No dia seguinte foi impossível chegar perto da casa. Quando as pessoas entraram, elas cairam debaixo do poder de Deus; e a cidade inteira foi tocada. Eles gritaram lá até as fundações da casa cederam, mas ninguém foi ferido. Durante esses três dias havia muitas pessoas que receberam o batismo.

Os doentes foram curados e os pecadores foram salvos assim que eles entraram.


Sabendo que a casa na Rua Bonnie Brase estava ficando pequena demais para as multidões, Seymour e os outros procuravam um lugar para se reunir.

Eles acharam um prédio, na Rua Azusa, número 312, que tinha sido uma igreja Metodista Episcopal mas, depois de ser danificado num incêndio, foi utilizado como estábulo e depósito.

Depois de tirar os escombros, e construir um púlpito de duas caixas de madeira e bancos de tábuas, o primeiro culto foi realizado na Rua Azusa no dia 14 de abril de 1906.

Muitos cristãos na cidade de Los Angeles e cidades vizinhas já estavam esperando por um avivamento. Frank Bartleman e outros estiveram pregando e intercedendo por um avivamento como aquilo que Deus estava derramando sobre o país de Gales.

Num folheto escrito em novembro de 1905, Barteman escreveu:

“A correnteza do avivamento está passando pela nossa porta... O espírito de avivamento está chegando, dirigido pelo sopro de Deus, o Espírito Santo. As nuvens estão se juntando rapidamente, carregadas com uma poderosa chuva, cuja precipitação demorará apenas um pouco mais.

Heróis se levantarão da poeira da obscuridade e das circunstâncias desprezadas, cujos nomes serão escritos nas páginas eternas da fama Celestial. O Espírito está pairando novamente sobre a nossa terra, como no amanhecer da criação, e o decreto de Deus saía: "Haja luz"...

Mais uma vez o vento do avivamento está soprando ao redor do mundo. Quem está disposto a pagar o preço e responder ao chamado para que, em nosso tempo, nós possamos viver dias de visitação Divina?”

O pastor da Primeira Igreja Batista, Joseph Smale, visitou o avivamento em Gales, e reuniões de avivamento continuavam para alguns meses na sua igreja, até que ele foi demitido pela liderança.

Bartleman escreveu e recebeu cartas de Evan Roberts, o líder do avivamento de Gales.

Mas o avivamento começou com o pequeno grupo de oração dirigido por Seymour. Depois de visitar a reunião na Rua Bonnie Brae, Bartleman escreveu:

“Havia um espírito geral de humildade manifesto na reunião. Eles estavam apaixandos por Deus. Evidentemente o Senhor tinha achado a pequena companhia, ao lado de fora como sempre, através de quem Ele poderia operar. Não havia uma missão no país onde isso poderia ser feito. Todas estavam nas mãos de homens. O Espírito não pôde operar. Outros mais pretensiosos tinham falhados. Aquilo que é estimado por homem foi passado mais uma vez e o Espírito nasceu novamente num "estábulo" humilde, por fora dos estabelecimentos eclesiásticos como sempre”.

Como no avivamento de Gales, as reuniões não foram dirigidas de acordo com uma programação, mas foram compostos de orações, testemunhos e cânticos espontâneos.

No jornal da missão, também chamado "The Apostolic Faith", temos a seguinte descrição dos cultos:

"As reuniões foram transferidas para a Rua Azusa, e desde então as multidões estão vindo. As reuniões começam por volta das 10 horas da manhã, e mal conseguem terminar antes das 20 ou 22 horas, e às vezes vão até às 2 ou 3 horas da madrugada, porque muitos estão buscando e outros estão caídos no poder de Deus.

As pessoas estão buscando no altar três vezes por dia, e fileiras e mais fileiras de cadeiras precisam ser esvaziadas e ocupadas com os que estão buscando.

Não podemos dizer quantas pessoas têm sido salvas, e santificadas, e batizadas com o Espírito Santo, e curadas de todos os tipos de enfermidade. Muitos estão falando em novas línguas e alguns estão indo para campos missionários com o dom de línguas. Estamos buscando mais do poder de Deus”.

 

Frank Bartleman também escreveu sobre os cultos na Rua Azusa:

“O irmão Seymour normalmente se sentou atrás de duas caixas de sapato vazias, uma em cima da outra.

Ele acostumava manter sua cabeça dentro da caixa de cima durante a reunião, em oração.

Não havia nenhum orgulho lá.

Os cultos continuavam quase sem parar.

Almas sedentas poderiam ser encontradas debaixo do poder quase qualquer hora, da noite ou do dia.

O lugar nunca estava fechado nem vazio. As pessoas vieram para conhecer Deus. Ele sempre estava lá.

Consequentemente, foi uma reunião contínua.

A reunião não dependeu do líder humano.

Naquele velho prédio, com suas vigas baixas e chão de barro, Deus despedaçou homens e mulheres fortes, e os juntou novamente, para a Sua glória.

Era um processo tremendo de revisão.

O orgulho e a auto-asserção, o ego e a autoestima, não podiam sobreviver lá.

O ego religioso pregou seu próprio sermão funerário rapidamente.

Nenhum assunto ou sermão foi anunciado de antemão, e não houve nenhum pregador especial por tal hora.

Ninguém soube o que poderia acontecer, o que Deus faria.

Tudo foi espontâneo, ordenado pelo Espírito.

Nós quisemos ouvir de Deus, através de qualquer um que Ele poderia usar para falar”.

Notícias sobre as reuniões na Rua Azusa começaram a se espalhar, e multidões vierem para poder experimentar aquilo que estava acontecendo. Além daqueles que vierem dos Estados Unidos e da Canadá, missionários em outros países ouvirem sobre o avivamento e visitavam a humilde missão.

A mensagem, e a experiência, "Pentecostal" foi levada para as nações.

Novas missões e igrejas Pentecostais foram estabelecidas, e algumas denominações Holiness se tornaram igrejas Pentecostais.

Em apenas dois anos, o movimento foi estabelecido em 50 nações e em todas as cidades nos Estados Unidos com mais de três mil habitantes.

A influência da missão da Rua Azusa começou a diminuir à medida que outras missões e igrejas abraçaram a mensagem e a experiência do batismo do Espírito Santo.

Uma visita de Charles Parham à missão, em outubro de 1906, resultou em divisão e o estabelecimento de uma missão rival.

Em setembro de 1906 a Missão da Rua Azusa lançou o jornal "The Apostolic Faith", que foi muito usado para espalhar a mensagem Pentecostal, e continuou até maio de 1908, quando a mala direta do jornal foi indevidamente transferida para a cidade de Portland, assim efetivamente isolando a missão de seus mantenedores.

O avivamento da Rua Azusa durou apenas três anos, mas foi instrumental na criação do movimento Pentecostal, que é o maior segmento da igreja evangélica hoje.

William H. Durham recebeu seu batismo no Espírito Santo em Azusa, formando missionários na sua igreja em Chicago, como E. N. Bell (fundador da Assembleia de Deus dos EUA), Daniel Burg (fundador da Assembleia de Deus no Brasil) e Luigi Francescon (fundador da Congregação Cristã no Brasil).

 

A Bênção de Toronto

Toronto – Canadá – 1.994

Toronto, Canadá, Quinta feira, dia 20 de janeiro de 1994.

Um grupo de aproximadamente 160 pessoas está reunido em uma pequena igreja Toronto Airport Vineyard Christian Fellowship para ouvir um pastor dos EUA, Randy Clark. De repente a presença do Espírito Santo se manifesta poderosamente naquela sala, e o avivamento de maior duração dos tempos modernos começa.

O mover de Toronto tem similaridades com os acontecimentos no começo do movimento das igrejas Vineyard, no ínicio da década de 80. Mesmo com a saída da igreja de Toronto do movimento Vineyard, em dezembro de 2005, ela e suas igrejas aliadas continuam com uma forte influência da Vineyard, na sua teologia do Evangelho do Reino, no seu estilo de adoração e no seu modelo de ministração.

No seu livro 'John Wimber - The Way it Was' (John Wimber - Como Foi), Carol Wimber, a esposa do já falecido líder do movimento, reconta um culto histórico com o evangelista Lonnie Frisbee, no Dia das Mães, 11 de maio de 1980 (algumas fontes dizem que foi, de fato, no ano de 1981):

John abriu o culto, dizendo apenas algumas palavras sobre Lonnie sendo usado no Movimento “Jesus People”, e então ele o apresentou, mas ficou lá em cima no palco atrás do seu teclado o tempo inteiro, enquanto Lonnie falou. Podendo intervir se alguma coisa estranha acontecesse.

Ele era articulado, profundo e engraçado, e John parou de preocupar-se e se divertiu com Lonnie, junto com todo mundo. Quer dizer, até o fim. Depois do aplauso alegre, John, cheio de alegria, começou a se levantar do teclado para pegar o microfone e fechar a reunião. Ele não era bastante rápido. Enquanto John ainda estava planejando as suas palavras finais, Lonnie pediu que todo mundo com menos de vinte e cinco anos viesse à frente. Sendo que isso era quase toda a congregação, todo mundo se juntou em frente do palco até que ninguém mais pudesse entrar. Então ele fez a sua favorita e famosa invocação profética: ‘Durante anos a igreja tem magoado o Espírito Santo. ' (pausa.) ‘Mas ele está superando isso! ' (Gritando agora). ‘Vem, Espírito Santo! '

‘O evangelista jovem estava gritando “Mais Senhor, mais” e “Jesus é o Senhor”’. Todo mundo estava gritando, e você não pode ouvir nada, senão o rugido da multidão, com centenas de pessoas sendo cheias do Espírito Santo ao mesmo tempo e gritando em voz alto em línguas estranhas. As cadeiras estavam caindo e as pessoas caindo em cima das cadeiras caídas. Os líderes que ainda poderiam funcionar estavam gritando um ao outro e a cena era de confusão total. Outros estavam gritando que estavam indo embora dali. O jovem Tim Pfeiffer caiu de bruço, puxando o microfone debaixo dele, e se nós ainda tivéssemos o pensamento de manter qualquer tipo de reputação de respeitabilidade, foi para o teto do ginásio junto com a voz de Tim gritando incontrolavelmente em línguas com o volume no máximo porque alguém tinha se chocado com a mesa de som.

De Toronto, o fogo de avivamento começou a se espalhar rapidamente.

 

No início de 1994 o mundo evangélico ficou agitado com as notícias de que um avivamento irrompera em uma das Igrejas do Vineyard Fellowship ("Comunhão da Videira") em Toronto, cidade importante do Canadá. Tratava-se da Toronto Airport Vineyard Fellowship ("Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto"), pastoreada pelo pastor John Arnott e sua esposa Carol, também pastora.

Evangélicos aos milhares, especialmente pastores (segundo Arnott, pastor da Igreja), mais de 30.000 pastores e líderes) vieram de várias partes do mundo para a Igreja do Aeroporto, para ver e receber a bênção de Toront, como ficou conhecido o movimento.

O que faz o movimento diferente do que acontece nas demais igrejas carismáticas do mundo é que Deus os tem visitado com um avivamento em que a presença do Pai torna-se tão intensa, e seu amor tão claramente revelado, que as pessoas são enchidas pela alegria do Espírito Santo, e reagem com gargalhadas, risos incontroláveis, chegando a cair no chão, a rolar de rir.

Outras reações físicas mais conhecidas, como "cair no Espírito", tremores, gritos, etc. também estão presentes.

Mas é a "gargalhada santa" que tem se tornado a principal característica deste movimento, apesar de que seus líderes sempre procuram dizer que o mais importante é a presença de Deus e as vidas transformadas.

A "bênção de Toronto" tem se espalhado pelas igrejas carismáticas pelo mundo afora.

O Brasil não é exceção. As características do movimento já se fazem presente, inclusive em algumas igrejas locais das denominações históricas.

 

A antes desconhecida "Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto" começou a se tornar famosa quando John Arnott veio ser seu pastor. Arnott se converteu ainda adolescente numa cruzada de Billy Graham em 1955 no Canadá, e filiou-se a uma igreja Batista. Segundo suas próprias palavras, aprendeu com as igrejas Pentecostais de Toronto que "havia mais" do que era ensinado pela Igreja Batista. Tornou-se membro de uma igreja Pentecostal, e posteriormente entrou no ministério na área de Toronto, em 1981. Casou-se com Carol, que também foi ordenada como pastora. Em 1993 começaram a pastorear a "Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto". O ministério de John Arnott e sua esposa era típico dos pastores de igrejas da "Terceira Onda": cura interior, batalha espiritual, libertação, expulsão de demônios, etc. Várias pessoas tiveram influência decisiva na vida e na formação teológica de Arnott. Ele reconhece entre elas a famosa Kathryn Kuhlman, o renomado pastor carismático Benny Hinn e, naturalmente, John Wimber.

Em 1992 John e Carol Arnott foram a uma conferência de Benny Hinn em Toronto. Ambos se sentiam exaustos e secos no ministério. Saíram da conferência com o propósito de buscar da parte de Deus a "unção" que viram em Hinn (que nas conferências de Benny Hinn se manifesta especialmente pelas pessoas "caírem no Espírito"). Em Novembro de 1993, o casal Arnott foi à Argentina, conhecer o "avivamento" que estava acontecendo através de Claudio Freidzon, um líder das Assembleias de Deus naquele país. Numa das reuniões, John e Carol foram à frente, e Freidzon orou por eles. John caiu no chão. Quando se levantou, Freidzon lhe perguntou: "Você quer a unção?" John respondeu, "Quero, sim, quero de verdade". "Então, aqui está ela, receba-a", disse Freidzon, batendo com sua mão espalmada na mão aberta de John. E segundo John relata, naquele momento Deus lhe falou dizendo: "O que você está esperando? Por favor, receba-a, é sua!". E então ele recebeu a "unção" pela fé (transferência de Unção, recebe-se a Unção com quem tem, através de imposição de mãos).

Em Janeiro de 1994 John Arnott convidou Randy Clark, seu amigo e pastor de uma outra igreja Vineyard em Saint Louis, Missouri, nos Estados Unidos, para uma série de conferências. Ouçamos o testemunho do próprio Arnott sobre o que acontenceu:

No dia 20 de Janeiro de 1994 a bênção do Pai caiu sobre as cento e vinte pessoas que estavam presentes para o culto naquela quinta-feira à noite em nossa Igreja. Randy deu seu testemunho, e o período de ministério começou [o pastor e obreiros oram com imposição de mãos sobre os que vieram à frente em resposta ao apelo]. As pessoas caíram pelo chão debaixo do poder do Espírito, rindo e chorando. Tivemos que empilhar as cadeiras para termos espaço para todos. Alguns tiveram mesmo que ser carregados para fora.

Arnott diz que a reação das pessoas naquela noite em cair no chão e rolar de rir, às gargalhadas, tomou-o e a Randy de surpresa, pois estavam esperando conversões e curas (além das quedas, naturalmente).

A partir dai, em cada reunião da Igreja, durante o período de ministração, o fenômeno se repetiu: pessoas caindo de costas no chão (agarradas pelos "apanhadores", uma equipe que se posiciona atrás dos que vão à frente, para ajudá-los a cair sem se machucar), algumas explodindo em gargalhadas, literalmente rolando de rir no chão, outras ficando duras no chão, com os olhos fitando o vazio e as mãos estendidas para o alto. Outras, tremendo histericamente, outras gritando.

Para John e Carol Arnott, a "unção" que tanto haviam buscado finalmente chegara — embora certamente de uma forma inesperada, sob a forma da "gargalhada sagrada", ou "riso santo". Arnott veio depois a batizar este comportamento como a "bênção do Pai", mas o nome que realmente pegou foi "a bênção de Toronto", nome dado por alguns jornalistas ingleses que vieram a Toronto observar o fenômeno.

 

Uma nova Unção é manifestada neste Avivamento, um pastor chinês, líder das Igrejas chinesas cantonesas de Vancouver, Canadá, durante o período de ministração na Igreja do Aeroporto, começou a urrar como um leão. Arnott foi chamado às pressas de volta, para resolver o problema.

A liderança que havia ficado à frente da Igreja lhe disse que entendiam que o comportamento do pastor chinês era do Espírito Santo.

Arnott entrevistou o pastor chinês diante da congregação durante uma reunião, e para surpresa de todos, ele caiu sobre as mãos e os pés, e começou a rugir como um leão na plataforma, engatinhando de um lado para o outro, e gritando "Deixem ir meu povo, deixem ir meu povo!".

Ao voltar ao normal, o pastor explicou que durante anos seu povo tinha sido iludido pelo dragão, mas agora o leão de Judá haveria de libertá-los.

A igreja irrompeu em gritos e aplausos de aprovação, e Arnott convenceu-se que aquilo vinha realmente do Espírito de Deus.

 

A partir daí, os sons de animais passaram a fazer parte da reuniões embora, como Arnott insiste, não sejam muito frequentes.

Há casos de pessoas rugindo como leão, sons de cordeiro, piando como a águia, mugindo como o boi, e gritando gritos de guerra como um guerreiro.

Estes sons são profecias encenadas pelo Espírito Santo, em que Deus fala uma palavra profética à Igreja através de sons de animais e também através de cânticos e músicas, em êxtase espiritual.

 

A igreja se reúne num local enorme, que é muito mais uma quadra poliesportiva coberta, com assentos para perto de duas mil pessoas. A ordem do culto é muito simples, um período de louvor, que dura cerca de 45 minutos, seguido de avisos. Depois, testemunhos de pessoas que tem experimentado a Unção. Depois, recolhe-se uma oferta, e segue-se a mensagem, em torno de 45 minutos. E depois vem o período de ministração, quando o pregador e os obreiros oram pelos que vêem à frente, querendo oração. Geralmente os músicos estão tocando, e os obreiros oram com imposição de mãos pelas pessoas, das quais a maioria cai  para trás, e são aparadas imediatamente pelos apanhadores. Durante este período enquanto estão deitadas no chão (descansar no Espírito), muitos recebem visões e revelações, e curas instantâneas.

O centro do movimento é uma nova apreensão do amor do Pai por parte dos cristãos. Conhecer o amor de Deus Pai e espalhá-lo é o lema do movimento. A graça de Deus é distribuída em forma de riso e gargalhada santa, somente quem recebeu esta Unção pode falar do que sente, mistura de prazer e amor de Deus, cada avivamento histórico teve uma ênfase característica.

O avivamento pentecostal, no início do século, teve (e tem) como característica marcante a ênfase nos dons espirituais. A característica do avivamento de Toronto, é a ênfase no amor de Deus, a Graça abundante e a alegria que ele produz na vida dos seus filhos.

Há relatos estranhos para os cristãos neste avivamento porém veja na Bíblia casos diferentes e estranhos também como: Abraão (Gn 17.3), o povo diante do fogo de Deus (Lv 9.24), Saul (1 Sm 19:24-25), Ezequiel (Ez 1.28; 3.23), Daniel (Dn 10.7-8), os apóstolos no monte da transfiguração (Mt 17.6), e o apóstolo João na ilha de Patmos (Ap 1.17-18).

Em todos estes casos, houve reações físicas diante da manifestação da presença de Deus.

A bênção de Toronto é similar aos avivamentos históricos acontecidos no passado.

Não podemos limitar o Espírito, nem proibir reações à sua operação na vida dos crentes. Não sabemos como o Espírito opera, continua , e seria temerário colocar barreiras a sua atuação.

O que está acontecendo no movimento nada mais é que a repetição de fenômenos religiosos acontecidos através da história da Igreja cristã, em épocas de grande intensidade espiritual.

 

Muitas pessoas ao redor do mundo têm dado testemunho de que têm sido abençoadas através do movimento da "bênção de Toronto".

Um exemplo é o professor de teologia Clark Pinnock, que num recente (e polêmico) livro sobre o Espírito Santo reconhece seu débito para com o movimento. No geral, estas pessoas testemunham de uma renovação em suas vidas do amor e da alegria cristãs, e de um compromisso maior com a vida cristã. Só podemos receber com alegria o crescimento destas pessoas na vida cristã.

Recomendamos também a ênfase do movimento no amor de Deus, e na necessidade da alegria na experiência cristã. Certamente precisamos mais e mais experimentar esta alegria, e dar testemunho ao mundo do gozo que temos em Cristo Jesus.

 

Testemunhos

"A primeira noite, 20 de janeiro de 1994, foi poderosa.

Eu estava impressionado pela força com que o Senhor estava se movendo. Pessoas caíam ao chão e ficavam 'fora do ar' por um período longo, alguns por mais de uma hora.

Outros começaram a rir e não podiam parar. Uma mulher que pareceu embriagada pelo Espírito Santo foi curada, e outras também."

Pessoas saíam dos encontros carregada, porque não podiam caminhar.

Eu estava impressionado com o número de adolescentes que estavam sendo tocados. Um jovem com mais ou menos 20 anos de idade teve sonhos sobre o juízo final que ficaram gravados em sua mente e ele veio aos encontros e rededicou sua vida ao Senhor."

(Randy Clark, Spread The Fire edição 1 2001 - citado na revista O Pregador Ano II Núm 3)

 

Logo milhares de pessoas do mundo inteiro começaram a visitar aquela pequena mas poderosa igreja em Toronto. Escrevendo na revista Spread The Fire em 2004, Randy Clark disse:

"Quase dez anos se passaram desde que eu fui para Toronto para a igreja pequena ao lado da pista do aeroporto. É difícil de acreditar o impacto deste mover de Deus ao redor do mundo. Eu estava lendo um relatório da Inglaterra recentemente que declarou que mais de 55.000 igrejas foram tocadas só no primeiro ano. Eu continuo ouvindo testemunhos de pastores que foram transformados pela renovação e foram para verdadeiramente abalar nações. Não somente comunidades e às vezes até mesmo nações têm sido afetadas, mas também minha vida foi mudada poderosamente, e eu nunca mai serei o mesmo."

(Randy Clark, Spread the Fire edição 1 2004)

 


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